Sobre


Na noite entre 24 e 25 de abril de 1945, em Milão, um grupo de adolescentes, com uma única arma, assaltou e conquistou a sede do Arquivo Militar, guarnecido por cinco militares italianos e dois alemães. Os coetâneos destes jovens, naqueles tristes tempos, eram coagidos a entrar no exército fascista ou, em alternativa aos campos de concentração na Alemanha, ir para as montanhas com os partisans. Os coetâneos alemães tiveram uma sorte bem diversa, depois de ter criado problemas aos aliados nas Ardenas, na última ofensiva da Wehrmacht, morreram ou foram aprisionados. Enfim, terminada a guerra, e depois de mais dois anos de fome e três de falta de futuro, um desse jovens do ataque ao Arquivo Militar foi para o Brasil e, muitos e muitos anos depois, escreveu vários livros.

O dia 25 de abril é feriado nacional na Itália


No Brasil, trabalhou por cerca de meio século em projeto e na construção de usinas hidroelétricas. Começou projetando uma usina de 600 KW e terminou participando dos estudos de inventário do potencial hídrico do rio Paraná que definiram, assim, a Usina de Itaipu.

Publicou recentemente um romance escrito justamente durante os dias pioneiros de Itaipú, contando uma saga dos índios guarani, saga esta falada em guarani e traduzida, para o Castelhano ao pé do seu ouvido, ao redor de uma fogueira numa noite fria de um agosto da década de 70.

Atualmente, sem os muitos desafios mentais de outrora, dedica-se a escrever romances dos mais diversos gêneros, alguns para uso próprio, os lê depois de passado um bom tempo, outros para o publico em geral.