Cristian Cristiansen estava jogando tênis com o seu colega da universidade, Günter Johanneson, e ainda não entendia por que insistia em competir com ele; fazia quase quatro anos que, quase sempre, ele perdia.
Engraçado era que, eu – assim estava se remoendo Cristian Cristiansen – jogo para fazer um exercício saudável, mesmo que monótono, como a maior parte dos exercícios saudáveis. Ao contrário, ele, o Günter, joga ferozmente e somente com a ideia fixa de me derrotar. O porquê disso, não consigo entender.
Depois de mais uma derrota de Günter, saíram, os dois tenistas do centro esportivo da universidade e foram a cafeteria para tomar um energético refrescante. O calor lá fora, apesar de já se estar no início do outono, era, ainda, bastante alto.
– Escuta, Günter, nunca te fiz esta pergunta, mas, me diga, por que ainda joga comigo? Você poderia jogar também com outros, com boas chances de ganhar. Na realidade, você joga bem, mas… é muito afoito para ganhar. Ganhar o que, afinal?
– Xiii……, você hoje está com vontade de filosofar. Sei lá, porque gosto de jogar com você…, talvez seja para tentar o impossível…. o impulso interior de todos os grandes homens…. apesar de me considerar pequeno.
– Quem está filosofando, na realidade, é você. “… o impulso interior de todos os grandes homens…” Ora, Günter, me fala a verdade.
– Ah…. a verdade… a verdade. Será que ela existe? Será que ela é uma… ou serão muitas… ou, ainda serão um número infinito de verdades, uma para cada ser humano… ou melhor, uma para cada situação da vida de cada ser humano… uma infinita série de infinitas verdades…
– O que tem no seu refrigerante? Nunca ouvi de você tais devaneios.
– Meu caro Cristian, não tem nenhuma substância psicodélica na minha bebida… está…. está na minha alma…
– Vamos parar de falar disparates… vamos falar de coisas sérias. Me disseram que você faz parte do comitê que organiza a festa da minha despedida, é verdade?
– Oh… a verdade. A verdade que…
– Para com isso. Vamos embora.
– Por que parar…? Por que ir…? E, para onde…?
– Eu vou para casa. Adeus.
Saí da cafeteria e fui, ao longo das amplas arcadas que cercavam a universidade, rumo ao meu apartamento, ainda bastante longe. Tinha que atravessar o largo prado que circundava o prédio principal da universidade de Lódz e, depois, mais um quilômetro, na avenida arborizada, que me levaria em casa. Quando estava bem no começo da avenida Kosiusko, Günter me alcançou.
– Perdoa-me as besteiras que falei. Posso te acompanhar até em casa?
– Pode sim, desde que esteja calado ou que não fale disparates, não fica bem para um austero professor de matemática e geometria poli dimensional.
– É “hiper dimensional”, não “poli dimensional”.
– Desculpe, pensei “hiper” e falei “poli”, deve ter sido o efeito do refresco…
– Agora seria sua vez de delirar… espero que não. Queria desculpar-me pelas besteiras que disse e responder à tua pergunta. Sim, faço parte do comitê para organizar a tua festa de despedida. Fui escolhido, ou melhor, intimado, por ter sido teu assíduo companheiro, no tênis e em outras amenidades, nestes últimos anos.
– Parabéns pela escolha, ou intimação, parabéns. Vocês, por acaso não estariam preparando algo lacrimogêneo… estariam?
– O que quer dizer com “lacrimogêneo”?
– Não sabe…? Consulte um dicionário.
– Já consultei. Não, não será nada de lacrimogêneo, será somente uma rápida e sucinta resenha da tua brilhante carreira, nada que poder-te-ia incomodar.
– Te agradeço muito por isso, de verdade.
– Imaginei que você não gostaria que se levantassem certos aspectos…
– Que aspectos?
– Por exemplo, que você será aposentado pela lei antiga, por estar, casualmente, entre aqueles que nasceram no penúltimo dia da sua validade, caso contrário, teria que ficar, aqui conosco, mais cinco anos.
– Poderia saber como apresentariam esta questão?
– Posso dizer, desde que você me prometa de não discutir sobre o que preparamos e, mais importante, não dizer que fui eu que te informei, Promete?
– Sim, prometo. Diga logo, estou quase chegando em casa.
– O enfoque seria que todos os seus alunos vão lamentar a tua saída. Eles, e todo o corpo docente da universidade, lamentam que o mais talentoso dos catedráticos de “Línguas e Culturas Latinas” — dos que passaram por esta universidade ao menos — teve que, a contragosto, encerrar a sua carreira.
– Você sabe que não é a contragosto.
– Sim, sei… mas, oficialmente, diremos que seria a contragosto, podemos?
– Claro que sim.
– Cristian, já chegamos ao teu apartamento, não poderia esperar um pouco para subir? Queria-te fazer algumas perguntas…
– Sobre o quê?
– Por exemplo se você vai continuar com o seu intento de construir a sua casa em Dwunska Wola?
– Claro que sim, e você sabe muito bem que já comprei lá uma boa área…
– mas lá tem somente um entroncamento ferroviário e algumas indústrias de processamento de produtos extraídos do carvão, nada do interesse de um catedrático em letras latinas.
– Não é bem assim, a área que comprei, está a cerca dez quilômetros para o sul, uma região de grandes bosques; a minha terra está levemente mais alta que as circundantes e posso me considerar bem protegido por uma imensa cortina vegetal…
– Protegido? Protegido contra o quê?
– Não sei… somente sei que vou subir; Günter, podemos continuar esta conversa amanhã?
– Claro que sim, deve considerar, porém, que não quero interferir ou bisbilhotar, mas somente entender… se você achar lícito.
– Acho lícito sim, e até agradeço. Nós vamos nos ver amanhã, certo?
– Certo. Bom descanso.
Günter é um bom sujeito – pensei comigo logo que me sentei no sofá com uma cerveja, e sempre se mostrou muito meu amigo. Pena que é um pouco limitado, apesar de ser “hiper” na sua disciplina, ele certamente não vai conseguir entender o que me comprometi, comigo mesmo, fazer pelos próximos vinte anos e, muito menos, poderia compreender o porquê.
Aliás, será que eu mesmo compreendo o que estou querendo fazer? Será que isto terá alguma lógica? Pra dizer a verdade não me interessa, estou com vontade de fazê-lo e o farei. Ponto final.
O dia da despedida foi longo, longuíssimo. As cerimônias foram todas demoradas e embaraçosas. Principalmente as referências do Reitor feitas perante todo o corpo docente; se bem lembro, o trecho que mais me embaraçou foi:
“” Então, com enorme pesar temos que dizer adeus ao nosso proeminente colega que conseguiu colocar o nome da nossa universidade no rol das mais prestigiosas da Europa e, talvez, do mundo, no campo vastíssimo e relevantíssimo das letras latinas. A nossa universidade durante a sua longa história de 550 anos, mais de meio milênio, nunca conseguiu ser mais que uma boa universidade, dentro do rol das universidades provinciais da Polônia. Isso agora é o passado.
Graças ao nosso colega, o exímio catedrático de letras latinas, Professor Cristian Cristiansen, a Universidade de Lódz, aqui, no norte da Europa é o centro de referência desta disciplina. Então…””
Enfim, no fim da tarde, tudo tinha acabado. Podia ir-me embora para Dwunska Wola. Consegui, a duras penas, eximir-me de participar do baile de despedida. Imaginem, ter que agradecer a confusos cumprimentos e elogios ao som de valsas e polcas? Nem pensar.
Não me foi possível, porém, demover Günter de levar-me, com o transfer dele para Dwunska Wola, onde tinha alugado um apartamento até a minha casa ficar pronta. Isso iria demorar, ainda, uns seis meses.
– Escuta-me Cristian, nem pense que te acompanho a Dwunska pela amizade, não. Te levo lá somente porque quero que você me ensine a “vencer” no tênis. Você insinuou que não é questão de muito treino, mas, de enfoque. Que raio de enfoque seria esse?
– É difícil explicar-te isso, é muito difícil….
– Até para um catedrático de matemática e geometria hiper dimensional seria difícil… é isto que queria dizer?
– Não, não te acabrunhe, eu disse somente que é difícil.
– Tente.
– Pela amizade, vou tentar.
– Obrigado, vamos lá.
– Primeira coisa, me responda: por que quer vencer?
– Ora… sei lá. O jogo não é para ver quem é o melhor?
– Nada disso, o jogo é pelo próprio jogo, uma simples diversão. Foi depois, talvez, para tornar este mais interessante, que se convencionou dar um destaque para o mais habilidoso, seria ele, então, o “vencedor”. Palavra altamente prejudicial, porque implica em um “perdedor” e, esta palavra se tornou, em certas culturas, sinônimo de ignomínia, como nos Estados Unidos por exemplo: um “loser” lá, seria como um pária na antiga Índia.
– Escuta Cristian, eu não quero que você me impingisse uma sua aula, mas somente que me ensinasse a vencer no tênis.
– É isso que estou fazendo. Presta atenção, então… por qual misteriosa razão quer vencer?
– Sei lá… gostaria de vencer e pronto. Gostaria, somente gostaria.
– Muito bem, vamos superar isso. Me diga, você está ciente de que, no mundo, existem dezenas ou centenas de milhares de pessoas que jogam melhor que você e outras tantas que jogam pior?
– Certamente que sim. Nunca pensei nisso. Isso importa?
– Importa, e muito.
– No quê? Fazendo um favor em responder…
– Em entender que passar da milionésima primeira posição do ranking mundial para a milionésima não significa absolutamente nada.
– Ah… ah. Te peguei. Pode não significar nada no ranking mundial, mas, para mim, ganhar do Sigfrid e do Sigmund é uma bela satisfação.
– Bela?
– Sim bela, não se pode ter uma satisfação destas?
– Sim, se pode, mas você se adiantou, voltaremos a isso depois. Concorda que, em escala mundial, ou até nacional, uns poucos postos a mais ou a menos não fazem uma diferença significativa?
– Concordo.
– Pode concordar que, ficar satisfeito por ganhar dos Sigfrid da vida é uma mesquinharia?
– Ora… por que mesquinharia?
– Porque, se ganhou deles, é devido ao fato de que, naquele jogo e naquele dia, você foi mais habilidoso; você vê algum mérito nisso?
– Não vejo mérito. Somente sinto satisfação.
– Você sentiria satisfação em ganhar de um menino de dez anos?
– Claro que não. Você disse que me ensinaria a vencer no jogo do tênis, é isso que está fazendo?
– Exatamente isso, se você compreendeu que “ganhar” não tem sentido real nenhum, posso te ensinar a ganhar. Posso continuar?
– Pode e, espero, que termine.
Vamos a isso, então. Primeira coisa: você deveria nadar, de manhã, todos os dias…
– …por quanto tempo?
– Esqueça o relógio, nade sossegado, pelo prazer de se movimentar na água, sem nenhum objetivo específico, além de se sentir bem na água… quando este prazer começa a diminuir, saia.
– Isso é fácil, mas qual seria a finalidade disso?
– Seria de manter toda a sua musculatura em estado ótimo. Não esqueça que eu nado de manhã todos os dias, e como consequência os meus músculos respondem melhor que os seus.
– Entendi, que mais?
– Quando joga com o Sigfrid, por exemplo, vê ele como um adversário?
– Claro que sim, não é com ele que estou jogando? Então ele é o adversário.
– Errado, erradíssimo, assim você está criando as condições psicológicas para ser derrotado.
– Francamente, essa eu não entendi.
– Ignore completamente quem está do outro lado da rede, nem se incomode com o tipo de saque que ele fará…
– E farei o que, então?
– Olhe para a bola. Você e ela, são, nessa ocasião, os únicos seres do universo todo. Ela, a bola, quer ficar do seu lado e você não quer isso de jeito nenhum; não quer que caia no seu campo, e você a remete instantaneamente, para qualquer lugar no campo dela, no solo, logo atrás da rede. Nada mais.
– Assim você acha que eu vou ganhar?
– De maneira alguma, ainda não vai ganhar…
– É isso que estou imaginando, deve ter algo mais…
– Sim, tem. É o penúltimo passo. Você deve jogar, com quem quer que seja, sem o objetivo de “vencer”, mas somente deve concentrar-se a não deixar a teimosa bola vir pousar no seu campo, como já disse, mas, remetê-la de volta, de imediato, para o campo dela, logo atrás da rede.
– E o último passo?
– É de não se incomodar em vencer ou perder, mas se concentrar com a maldita bola, que persiste em querer cair no seu campo. Depois de um tempo, com iniciais insucessos, aos poucos, você consegue fazer com que a supermaldita bola, volte, sempre, para o seu lugar. Daí em diante, sem pensar em ganhar ou perder, termos inconsistentes, como demonstrei, você conseguirá, quase sempre, mandar a bola para o seu devido lugar. Fim, era isto que você queria saber?
– Não esperava nada como isso, mas, vou seguir os teus conselhos. Devem ser bons, por ter quase sempre ganho de mim, o melhor tenista, na minha faixa de idade, da província de Lódz. Chegamos. Vou te ajudar a descarregar a bagagem, depois, se quiser, podemos comer ou beber algo e, sempre se quiser, contar-me algo do que pretende fazer daqui em diante.
Não podia fugir disso. Dia mais, dia menos, teria de dizer ao Günter, a pessoa mais perto de considerar amiga a qualquer outra em Lódz, o que pretendia fazer. Tínhamos acabado de comer algumas fatias de presunto com pão de centeio e estávamos iniciando a beber uma vodca local, muito famosa, mas não tão boa quanto a fama. Era o melhor momento e local para, finalmente, satisfazer a curiosidade dele.
– Escuta bem, amigo Günter, posso dizer o que vou fazer daqui para frente, provavelmente pelos próximos vinte anos, desde que me prometa que não vai tagarelar com ninguém….
– São esses termos a usar entre catedráticos? Tagarelar …ora.
– Desculpe. Pode prometer não dizer a ninguém nada do que vou te dizer? Combinado?
– Combinado está. Deve ser um segredo tenebroso, para você se preocupar tanto assim.
– Não é tenebroso, nada disso ou do gênero, somente não gostaria de ter um monte de curiosos que me venham a incomodar com ideias e teorias.
– E por que viriam, certas pessoas, a te incomodar?
– Escuta, Günter, quer ouvir o que pretendo fazer ou não?
– Desculpe os meus disparates, sim, sou todo ouvidos.
– Deve ficar claro que, sim, eu te direi o que pretendo fazer, mas não me pergunte o porquê, de acordo?
– De acordo Cristian, fale de uma vez.
– Sintetizando ao máximo, posso dizer que quero descobrir o que realmente aconteceu na vida de Edward Collins, desde o momento que chegou no Tennesse, até o seu desaparecimento em Pequim ou Tóquio. É isso.
– Francamente Cristian… francamente. Posso dar-te a minha opinião sobre isso que acabou de me dizer?
– Isso de você externar as suas opiniões sobre o que vou fazer, não estava no nosso acordo, ou estava?
– Não, Cristian, não estava, mas uma coisa assim… francamente, não entendo.
– E não é para entender, lembre-te que eu te disse que não direi as minhas motivações, se lembra disso?
– Sim, me lembro, não precisa me falar disso a cada minuto; posso, porém, achar estranho o que você me disse? Posso?
– Poder, pode… Gostaria de saber por que acha estranho.
– Ora é simples, porque sobre isso, se escreveu e se divulgou uma quantidade enorme de textos, pesquisas, relatos, hipóteses, enfim: livros e mais livros, artigos, documentários e filmes, uma quantidade imensa de filmes sobre o Collins, principalmente três anos atrás, no aniversário do segundo centenário do primeiro deslocamento no espaço, a chamada “epopeia de Washington.”
– E você acredita em tudo que foi dito, escrito e transmitido pelas mídias?
– Acreditar ou não acreditar não é relevante e não me incomoda nem um pouco. Responda-me agora, para variar, você se importa se, o que se relata, sobre a vida de Júlio Cesar ou de Cristóvão Colombo, seja exato e verdadeiro?
– Não é a mesma coisa.
– E por que não seria a mesma coisa? Para mim é exatamente a mesma coisa. Fatos de centenas de anos atrás, que tanto podem ser o relato da realidade, ou interpretações alucinadas ou escandalosas deturpações, por razões as mais diversas e não todas louváveis. O que temos, agora, é uma inextricável mixórdia da realidade e interpretações.
– Entendo este seu ponto de vista. Para esclarecer-te melhor, teria que te falar das minhas motivações, coisa que não pretendo fazer.
– Entendi Cristian, fique sossegado, não falarei disso com ninguém. Você sabe, também, que não precisa da minha aprovação. Melhor, o que significaria a minha aprovação? Nada de nada…
– Obrigado Günter, obrigado pela tua compreensão. Agora, para conversar sobre assuntos mais amenos o que achou daquele seriado muito considerado e comentado, aquele com o título: “Collins, Edward Collins…” com os pontinhos de reticências após o segundo “Collins”?
– De tudo o que se falou e escreveu sobre o Collins, este seriado é o mais, perdoa-me a expressão, imbecil. Conta a estória toda com o enfoque com supostos casos amorosos dele, com todas as personagens femininas que ele encontrou. Tudo sem nenhuma base concreta, somente episódios românticos ou coisa do gênero, que poderiam agradar, e agradaram, as mulheres de uma certa idade e a adolescentes curiosos e esperançosos.
– Muito bem, o dia foi longo e cansativo. Acho que ambos merecemos um boa noite de sono, não acha? Eu, pelo menos estou bastante exausto.
– Também eu estou. Então, boa noite.
– Boa noite.
Apesar de estar muito cansado, não consegui pegar no sono. Me revirava continuamente naquela cama, ainda estranha para mim, todos os episódios do dia voltavam a ser revividos. No fim, ficaram presentes na minha mente as palavras do Günter. Será que, o que planejei fazer seria uma loucura ou, pior, coisa totalmente inútil?
Não adianta mais discutir isso comigo mesmo; na realidade, o que apresentei ao Günter como uma ação que iria iniciar a partir de hoje, na realidade, já está em pleno andamento há três anos, desde a época das comemorações dos duzentos anos da epopeia de Washington.
Uma boa ideia, que me surgiu conversando com Günter, seria a de divulgar que as atividades que iria fazer, como aposentado, poderia ser a de escrever a história do deslocamento no espaço, desde os primórdios até os dias de hoje. Talvez devesse dizer que a minha pesquisa enfocaria mais na influência desse acontecimento sobre a cultura e a sociedade, do que os progressos tecnológicos derivados.
Tenho que fazer com que todos acreditem que esteja querendo compilar um volumoso e erudito tratado acadêmico, assim, ninguém me virá incomodar com ideias e sugestões, a matéria é enfadonha demais para a maioria das pessoas e, portanto, não iriam se interessar, deixando-me, assim, em paz.
Com essa nova ideia me tranquilizei e peguei no sono.